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Da Xãe pros filhotes
Pequenos gestos me emocionam. Uma lembrança, uma referência inesperada me levou às lágrimas hoje. Uma grande amiga, com quem convivi em Camaragibe, me escreveu uma carta linda, contando de sua vida e do quanto eu fui importante na vida dela.
Ela talvez não saiba o quanto ela é importante pra mim. Ela e toda aquela equipe com quem tive o prazer de trabalhar. Muita produção, muita criatividade, muito trabalho, mas principalmente muito tesão por tudo. Era a nossa receita.
Era tão bom, mas tão bom, que hoje ainda busco reviver aquele clima no ambiente do trabalho, e me ressinto de não conseguir. Não basta somente minha vontade; é preciso que os outros queiram também.
Aquele grupo, capitaneado por Ricardo Mello, era mágico. Todos na mesma sintonia, na mesma preocupação, na mesma alegria em fazer o diferente, e da melhor forma possível. Nunca fomos apenas colegas de trabalho: formamos um clã. Sentia-me como mãe daqueles jovens tão sonhadores com a profissão e tão empolgados com o projeto quanto eu, e os outros membros da equipe.
Selecionei a dedo aquela turma. Estava inspirada. Caráter, bom humor, profissionalismo e competência foram os ingredientes básicos de cada um. Uma vontade de construir, rara nos dias atuais. Queriam ser mais que meros jornalistas, e conseguiram. São sim, muito mais que bons jornalistas: são pessoas de caráter extraordinário.
Tem horas que meu ateísmo fica de lado. Como explicar a reunião dessas pessoas num único ambiente, a convivência cotidiana, a harmonia? Sei lá. Sorte, talvez. Sintonia de energias, talvez. Deus? Talvez. Não perco tempo tentando explicar o que nos reuniu. Prefiro lembrar a felicidade que foi essa reunião, que ainda hoje, e espero que para sempre, continue a render belos frutos.
Como as lágrimas que rolaram em meu rosto hoje, ao receber a mensagem.
Obrigada, Natinha. Pode contar sempre com sua xãe.
Escrito por Adoradora às 12h41
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